BIBLIOTECAS DAS ESCOLAS DE MONTE GORDO/SANTO ANTÓNIO

10
Dez 09

 

Comemoram-se hoje os 61 anos da aprovação,  pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Trata-se de um texto notável onde confluem as grandes conquistas da humanidade,  conseguidas ao longo de milénios pela luta de homens e mulheres, em prol da dignidade do ser humano. Alinhavado e aprovada a seguir à barbárie da 2ª Guerra Mundial, o texto, que hoje nos parece consensual e adquirido nos países democráticos, está longe de ser respeitado e vertido para a lei em muitos países do mundo.

Pelas notícias que nos entram porta adentro, potenciadas pelas tecnologias da informação e comunicação, podemos ver, em tempo real, as graves violações dos direitos humanos que ocorrem um pouco por todo o planeta. Crianças que trabalham desde tenra idade, mulheres que são lapidadas (sim, isso mesmo, mortas à pedrada) porque (vejam só) quiseram ter outro marido depois de viúvas, que só podem sair à rua de burka, que não podem tirar carta de condução; gente que é morta por pensar de maneira diferente de quem manda, que é perseguida por acreditar noutro Deus (ou não acreditar em nenhum), que é desprezada e maltratada por questões de casta (nascimento); meninas que são obrigadas a casar com quem os pais querem e em idades inacreditáveis, prostituição infantil, pedofilia,  escravatura, etc, etc, etc. Esta é uma pequena amostra das violações constantes e sistemáticas dos direitos humanos que tornam a luta pela sua implementação e manutenção uma tarefa gigantesca e quotidiana.

 

 

publicado por bibliocentro às 10:27
sinto-me:
música: Imagine - Jonh Lennon

20
Nov 09

 

 

 

Comemoram-se hoje os 20 anos da aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. No dia 20 de Novembro de 1989. Um dia muito especial para a humanidade. "O melhor do mundo são as crianças", já o dizia, muito tempo antes, o genial poeta português, e do mundo, Fernando Pessoa.

Já ratificada  pela grande maioria dos países do mundo, e integrada nas legislações de cada um deles, é, no entanto, letra morta no que diz à sua aplicação. Direitos básicos como a alimentação, o acesso a água potável, à educação ou à saúde, são negados a milhões de crianças, nestes alvores do século XXI.

 

 

 

Fazer cumprir a Convenção é um dever de todos nós!!!

 

 

 

 

  • Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança".

     
  • Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro.

    (É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.)

     
  • Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração..."?

     
  • Princípio 1º
    Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

     
  • Princípio 2º
    Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

     
  • Princípio 3º
    Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

     
  • Princípio 4º
    As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

     
  • Princípio 5º
    Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

     
  • Princípio 6º
    Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

     
  • Princípio 7º
    Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.
    E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

     
  • Princípio 8º
    Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

     
  • Princípio 9º
    Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).
    Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

     
  • Princípio 10º
    A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.


     
  • Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!
     

     

     

     

  • publicado por bibliocentro às 10:42
    sinto-me:

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