BIBLIOTECAS DAS ESCOLAS DE MONTE GORDO/SANTO ANTÓNIO

28
Jan 10


 

 

Como já tínhamos assinalado, comemoram-se este ano os cem anos da República (1910-2010). As comemorações do Centenário da República iniciam-se já no próximo dia 31 de Janeiro (Domingo), na cidade do Porto. A Revolução Republicana , vencedora em 5 de Outubro de 1910, não foi uma revolução de eclosão espontânea. A antecedê-la, um turbilhão de pequenos e grandes acontecimentos foram minando a já decadente Monarquia. A primeira revolta republicana acontece no Porto, no dia 31 de Janeiro de 1891. Aproveitando o descontentamento que varria o país após a humilhante capitulação  do rei D. Carlos perante os ingleses, no desfecho da crise do Mapa-cor-de-Rosa/Ultimato (1890), (não nos esqueçamos que no hino republicano onde se canta hoje "contra os canhões marchar, marchar"; se cantava nesta altura "contra os bretões marchar, marchar") os republicanos do Porto revoltam-se e proclamam a República. Em frente à antiga Câmara Municipal do Porto aclamam um "governo provisório" e fazem flutuar nos ares da Invicta uma bandeira vermelho e verde.

A "1º República" foi efémera e acabou de forma trágica: uma forte carga de artilharia da Guarda Municipal, fiel à monarquia, desbaratou os revoltosos provocando mortos e feridos vários. Os principais cabecilhas da revolta foram julgados e presos.

Esta revolta republicana do Porto não vingou mas deixou as sementes que germinariam uma década depois e conduziriam ao fim da velha Monarquia Portuguesa.


publicado por bibliocentro às 11:15
sinto-me:
música: A Portuguesa (hino nacional)

04
Out 09

 

 
 Antecipando, desde já, o Centenàrio da República, que se comemora no próximo ano: 1910-2010,  a BECRE inicia o seu ciclo de exposições com uma exposição intitulada "5 de Outubro de 1910 - Implantação da República.
 
A Queda da Monarquia
 
Nas últimas décadas do século XIX sentia-se, por todo o País, o descontentamento da população.
A maioria do povo português continuava a viver com grandes dificuldades. Aqueles que já antes eram pobres - operários, agricultores e outros trabalhadores rurais – estavam cada vez mais pobres, e só os que já eram muito ricos conseguiam aumentar a sua fortuna.
Esta situação provocava grande agitação e mal-estar. A humilhação gerada pelo Ultimato inglês tinha originado uma onda de indignação contra o rei, acusado de fraqueza, cobardia e traição. Os sucessivos governos da monarquia liberal mostraram-se incapazes de melhorar as condições de vida da população.
Neste clima de descontentamento contra a monarquia, as ideias republicanas ganham adeptos: defendem um presidente eleito à frente do governo, e não um rei. Forma-se o Partido Republicano.
 
 
No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, ocorre o regicídio: são mortos num atentado o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.
A monarquia entrava em agonia.
 
 
A Revolta do 5 de Outubro de 1910
A revolução republicana iniciou-se em Lisboa, na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910. O movimento revolucionário partiu de pequenos grupos de conspiradores: membros do exército e da marinha (oficiais e sargentos), alguns dirigentes civis e grande número de populares armados. Apesar de alguma resistência e alguns confrontos militares, o exército fiel à monarquia não conseguiu organizar-se de modo a derrotar os revoltosos. A revolução saiu vitoriosa.
Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas e outros membros do Directório do Partido Republicano Português, à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República.
No mesmo dia, o rei D. Manuel II e a família real embarcaram na praia da Ericeira com destino a Gibraltar. O último rei de Portugal seguiu depois para o seu exílio na Inglaterra.
Acabavam, assim, mais de sete séculos de monarquia em Portugal.
 
 
 

 

publicado por bibliocentro às 16:49
sinto-me:
música: A Portuguesa

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